terça-feira, dezembro 26, 2017

Algumas soluções de virtualização


O conceito de virtualização

Apesar de ser uma ideia antiga - seu surgimento se deu na década de 1960, se propagando com mais força a partir de 1970 -, a virtualização é extremamente importante para o mundo cada vez mais "digital" de hoje. Podemos definir o conceito como soluções computacionais que permitem a execução de vários sistemas operacionais e seus respectivos softwares a partir de uma única máquina, seja ela um desktop convencional ou um potente servidor.


Como a virtualização pode atender às mais distintas aplicações, há várias soluções do tipo no mercado, assim como diversas empresas especializadas no segundo. Eis algumas das mais conhecidas: VMware, Microsoft, Xen e VirtualBox.
VMware

A VMware é uma empresa de origem norte-americana especializada em virtualização. Seus produtos são bastante conhecidos no mercado e atendem a aplicações dos mais variados tamanho.

Um deles - o produto de entrada, por assim dizer - é o VMware Player, um software gratuito de virtualização que permite ao usuário doméstico criar uma máquina virtual para rodar outros sistemas operacionais no Windows ou no Linux. Assim, pode-se estudar um sistema, fazer testes de softwares, entre outros.

Ubuntu Linux no Windows 7 por meio do VMware Player

Outra solução bastante conhecida da empresa é o VMware Server, que também é gratuito, mas tem a proposta de atender ao segmento de servidores de pequeno e médio porte.

As soluções pagas da empresa, no entanto, são muito mais amplas em recursos, e podem atender desde servidores mais simples até grandes data centers.
Microsoft

A Microsoft também tem presença expressiva no mercado de virtualização, especialmente porque os seus softwares da categoria se integram facilmente aos seus sistemas operacionais - pelo menos na maioria das vezes.

Um deles é o gratuito Virtual PC, que permite ao usuário rodar em um computador com Windows versões antigas da plataforma ou mesmo outros sistemas operacionais, como distribuições Linux. Aqui, a ideia também é a de permitir ao usuário avaliar outros sistemas operacionais, realizar testes em softwares, enfim.

Mas o destaque mesmo fica por conta do Hyper-V, uma solução de virtualização que é integrada à linha de sistemas operacionais para servidores da empresa (como o Windows Server 2012), embora também funcione em determinadas versões para uso doméstico ou em escritórios (como o Windows 8).

Tendo como base o conceito de hypervisor, o Hyper-V consegue lidar com vários cenários de virtualização, inclusive aqueles de alto desempenho, podendo trabalhar, por exemplo, com data centers virtuais.

Entre os vários recursos do Hyper-V estão uma funcionalidade que permite passar máquinas virtuais de um servidor para outro (para que o primeiro seja reparado, por exemplo) e a capacidade de criar réplicas - é possível ter um número ilimitado de "cópias" de virtual machines para utilizá-las em testes ou cobrir imediatamente um serviço que ficou indisponível.



Xen

Xen é outro nome bastante forte quando o assunto é virtualização. Trata-se de uma solução baseada em VMM que teve seu desenvolvimento promovido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. O projeto é compatível com várias plataformas e arquiteturas.

Disponibilizado como software livre, o Xen é gratuito e o seu código-fonte pode ser acessado por qualquer pessoa. Por isso, seu uso é bastante difundido no meio acadêmico e por entusiastas de sistemas Linux, por exemplo.

Em 2007, a XenSource, companhia que mantinha o projeto, foi comprada pela Citrix, outra grande empresa do segmento de virtualização. Assim, também é possível encontrar soluções pagas desta que levam o nome Xen.
VirtualBox

O VirtualBox é um projeto iniciado em 2007 por uma empresa alemã de nome Innotek, mas que hoje pertence à Oracle. Sua proposta é a de permitir ao usuário rodar um sistema operacional dentro do outro sem enfrentar complexidade.

Há versões do software para os principais sistemas operacionais do mercado, como Windows, OS X e distribuições Linux. A versão mais importante do VirtualBox tem código-fonte aberto e é gratuita, mas a Oracle disponibiliza edições para uso corporativo que exigem pagamento de licenças.



Desvantagens da virtualização

A infinidade de soluções e métodos disponíveis faz com que a virtualização atenda às mais variadas necessidades, como você já sabe, mas também não podemos entender o conceito como um "remédio milagroso" para todos os problemas de TI. Dependendo das circunstâncias, a virtualização também pode ter desvantagens. Eis algumas:

- Sobrecarga afeta a todas as máquinas virtuais: para começar, a quantidade de máquinas virtuais que um computador pode suportar não é ilimitada, razão pela qual é necessário encontrar um equilíbrio para evitar sobrecarga, do contrário, o desempenho de todas as máquinas virtuais será afetado;

- Segurança: se houver uma vulnerabilidade de segurança no VMM, por exemplo, todas as máquinas virtuais poderão ser afetadas pelo problema;

- Portabilidade: dependendo da solução em uso, migrar uma máquina virtual pode ser um problema. Um exemplo hipotético: quando um sistema utiliza instruções AMD-V, mas precisa ser transferido para uma máquina Intel;

- Contingência: em aplicações críticas, é importante ter um computador que possa atuar imediatamente no lugar da máquina principal (como um servidor), pois se esta parar de funcionar, todos os sistemas virtualizados que rodam nela também serão interrompidos;

- Desempenho: a virtualização pode não ter bom desempenho em todas as aplicações, por isso é importante avaliar muito bem a solução antes de sua efetiva implementação;

- Gastos: pode haver gastos não previstos com manutenção, mão-de-obra, treinamento, implementação e outros.



Apesar de se tratar de um conceito antigo - seu surgimento remete à década de 1960, como é informado no início do texto -, a virtualização tem ganhado grande destaque nos últimos anos e certamente terá seu espaço em soluções computacionais futuras.

Isso se deve ao fato de o poder de processamento do cenário atual ser elevado o suficiente para que determinadas aplicações possam aproveitar a capacidade ociosa dos computadores e também porque, com a informatização atingindo praticamente todos os setores da sociedade, há cada vez mais experiência na identificação das melhores soluções para cada necessidade.

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Tecnologia WLL

O processo evolutivo das redes de comunicação baseadas em sistemas sem fio tem sido impulsionado principalmente pela demanda de novos serviços e pelas restrições de uso do espectro de frequências.

Dentre os novos sistemas wireless que têm demonstrado características viáveis tecnológica e economicamente, destacamos o WLL (Wireless Local Loop, ou circuito local sem fio), que se apresenta como alternativa aos problemas enfrentados pelas empresas prestadoras de serviços de telecomunicações quando da implantação de redes de telefonia fixa com cabeamento convencional.


O desenvolvimento da infra-estrutura do sistema telefônico convencional enfrenta sempre um gargalo: o loop local. 
Enquanto os equipamentos centralizados de comutação estão com seus custos numa descendente e a velocidade de operação numa ascendente, as técnicas tradicionais de levar a infra-estrutura até o assinante permanecem inalteradamente caras. 

A evolução da tecnologia sem fio, originalmente destinada aos serviços móveis, mostra-se como solução para este problema. Neste contexto, surge o Wireless Local Loop.

O WLL é uma nova tecnologia de comunicação sem fio que surge como uma alternativa viável para o atendimento da grande demanda reprimida por telefones convencionais, existente no mercado brasileiro atual.

Wireless Local Loop (WLL) pode ser definido como um acesso via rádio a um telefone fixo de assinante. Neste sistema o telefone (aparelho comum) é ligado a um equipamento de rádio, que troca informações com uma estação de rádio.

Este novo sistema é “transparente” para o usuário, para ele seria como se estivesse utilizando um telefone fixo comum. A única diferença é o meio de interligação dos aparelhos telefônicos comuns com as centrais. 
O WLL utiliza o ar, através de ondas de rádio, ao passo que o sistema atual utiliza uma complexa e cara rede de cabos (ópticos ou metálicos).

CO-LOCATION


Você sabe o que é co-location? 

Co-location é um termo que nos últimos tempos tem ganhado muita força entre as pessoas que procuram servidores baratos e hospedagem de sites na internet. 
O termo co-location refere-se ao serviço de aluguel da infraestrutura necessária para o seu servidor conectar-se à internet. Sim, é isso mesmo, é o aluguel de um espaço físico e conexão de internet para seu servidor.
Existem muitas vantagens ao se contratar um serviço de co-location, geralmente este serviço destina-se para pessoas que precisam de controle total sobre a configuração do servidor. 
Permitido que você compre um servidor e mande para o Data Center hospedá-lo. Existe também a possibilidade de você comprar um diretamente das empresas que também oferecem o serviço.

O QUE TENHO QUE PAGAR?

O serviço de co-location basicamente é composto de duas variáveis, que são somadas e repassada ao cliente:

Aluguel: é o custo do espaço físico do seu servidor no Data Center. Variando com o tamanho do seu servidor, podendo ser em formato de torre ou rack. Nesse valor está incluso, custo de energia elétrica, segurança, climatização e manutenção de gerador e no-break.

Custo do link: este é o custo da velocidade de banda contratada disponibilizada para o servidor. A vantagem neste tipo de serviço é a redução de investimento em infraestrutura na empresa do cliente que necessita de um servidor 24 horas conectado a rede mundial de computadores, entre esses custos está o da disponibilidade de link dedicados e altas velocidades, climatização, segurança, gerador e no-break entre outros.


Vantagens

Link Internet de alta velocidade com total redundância

Monitoramento por técnicos especializados

Custo de instalação reduzido, oportunizando valores mais baixos nas velocidades de links

Não há limite de dados trafegados nesse serviço

Firewall

Redução de custos no depto. de TI

Otimização da banda internet disponível, pois há a possibilidade de crescimento sob demanda.

O que é VPN ?

Virtual Private Network" ou Rede Privada Virtual, é uma rede privada construída sobre a infra-estrutura de uma rede pública, normalmente a Internet. Ou seja, ao invés de se utilizar links dedicados ou redes de pacotes (como Frame Relay e X.25) para conectar redes remotas, utiliza-se a infra-estrutura da Internet.

Motivada pelo lado financeiro, onde os links dedicados são caros, e do outro lado está a Internet, que por ser uma rede de alcance mundial, tem pontos de presença espalhados pelo mundo.

Conexões com a Internet podem ter um custo mais baixo que links dedicados, principalmente quando as distâncias são grandes, esse tem sido o motivo pelo qual, as empresas cada vez mais utilizam a infra-estrutura da Internet para conectar a rede privada.

A utilização da Internet como infra-estrutura de conexão entre hosts da rede privada é uma ótima solução em termos de custos mas, não em termos de privacidade, pois a Internet é uma rede pública, onde os dados em trânsito podem ser lidos por qualquer equipamento. Então como fica a questão da segurança e a confidencialidade das informações da empresa?

Criptografia! Essa é a resposta! Incorporando criptografia na comunicação entre hosts da rede privada de forma que, se os dados forem capturados durante a transmissão, não possam ser decifrados. Os túneis virtuais habilitam o tráfego de dados criptografados pela Internet e esses dispositivos, são capazes de entender os dados criptografados formando uma rede virtual segura sobre a rede Internet.

Os dispositivos responsáveis pelo gerenciamento da VPN devem ser capazes de garantir a privacidade, integridade, autenticidade dos dados.

Como Funciona isso?

Basicamente uma VPN, pode ser feita de duas formas:

A primeira forma é, um simples host em trânsito, conecta em um provedor Internet e através dessa conexão, estabelece um túnel com a rede remota. A figura abaixo demonstra essa forma.



Na segunda forma, duas redes se interligam através de hosts com link dedicado ou discado via internet, formando assim um túnel entre as duas redes. A figura 2 ilustra essa forma.


Figura 2: Conexão VPN entre duas redes interligadas.

Os protocolos utilizados no túnel virtual, são, (IPSec) Internet Protocol Security, (L2TP) Layer 2 Tunneling Protocol, (L2F) Layer 2 Forwarding e o (PPTP) Point-to-Point Tunneling Protocol. O protocolo escolhido, será o responsável pela conexão e a criptografia entre os hosts da rede privada. Eles podem ser normalmente habilitados através de um servidor Firewall ou RAS que esteja trabalhando com um deles agregado.

A figura 3 ilustra o caminho que os dados percorrem na arquitetura de rede do Windows sobre uma conexão VPN usando um modem analógico.


Figura 3: Passos numa conexão usando PPTP.

Um datagram IP, IPX, ou NetBEUI é submetido por seu protocolo apropriado à interface virtual que representa a conexão VPN, esta, usa o NDIS, que por sua vez, submete o pacote ao NDISWAN que codifica ou comprime e submete então ao protocolo PPTP, e este, ao formar o pacote resultado, envia pela interface serial que é usada pelo modem analógico.

quinta-feira, dezembro 21, 2017

O que é Honeypot

É uma ferramenta ou sistema criado com objetivo de enganar um atacante e fazê-lo pensar que conseguiu invadir o sistema, quando na realidade, ele está em um ambiente simulado, tendo todos os seus passos vigiados.



“Honeypots são recursos computacionais dedicados a serem sondados, atacados ou comprometidos, num ambiente que permita o registro e controle dessas atividades.” (Honeynet.Br, 2005)

Spitzer (2002) define um honeypot como sendo um recurso em uma rede, cuja função é de ser atacado e invadido, assim possibilitando um futuro estudo das ferramentas e métodos utilizados no ataque. Esta ferramenta possui falhas de segurança reais ou virtuais, expostas de maneira proposital, possibilitando a invasão da rede.

Para Marcelo e Pitanga (2003), além de capturar as informações sobre o ataque, um honeypot pode mostrar as intenções do ataque e também fazer com que os hackers percam tempo com ataques não efetivos, enquanto os especialistas colhem o máximo de informações para poder melhorar a segurança das organizações.


Tipos de Honeypots

Honeypots de Pesquisa: são ferramentas de pesquisa programadas para observar as ações de atacantes ou invasores, permitindo análises detalhadas de suas motivações, das ferramentas utilizadas e vulnerabilidades exploradas. Eles são mais utilizados para estudos ou por empresas de proteção contra ataques. Esse tipo de honeypot trabalha fora da rede local da empresa, sendo que, uma configuração mal feita pode acarretar em novos ataques.

Honeypots de Produção: são utilizados em redes de produção como complemento ou no lugar de sistemas de detecção de intrusão. Tem como objetivo analisar e detectar atacantes na rede, conseqüentemente tomando as devidas providencias o mais rápido possível. Os honeypots de produção são utilizados por empresas e instituições que visam proteger suas redes.
Níveis de interação do Honeypots

Com afirma Montes (2004) os honeypots podem ser classificados em dois níveis de serviços: o de baixa interação e o de alta interação. Assunção (2008) completa dizendo que estes níveis de serviços são as formas de como os honeypots trabalham.
Baixa Interação: os honeypots de baixa interação são sistemas e serviços de rede que são emulados, onde o sistema real subjacente é inacessível, não permitindo que o atacante interaja com o sistema real. 
Sua instalação e configuração são muito fáceis, pois sua arquitetura é simples e seu funcionamento é básico.
Alta interação: os honeypots de alta interação são máquinas que atuam como servidores de serviços de rede reais e totalmente acessíveis. O atacante pode ganhar total controle sobre esses sistemas, podendo oferecer um grande risco ao sistema. O honeypot deve ser implementado em um local onde se tenha um grande controle da rede através de métodos de proteção e detecção. Sua implantação é mais complexa, porém com ele podemos coletar uma vasta quantidade de informações dos atacantes.


Ferramentas Honeypots

No mercado atual, existem várias ferramentas que são utilizadas para a implementação dos honeypots. Dentre elas encontramos o Deception Toolkit (DTK), o Cyber Cop Sting, o Honeyd, o KFsensor, o Nepenthes, o Dionaea, o BackOfficer Friendly (BOF), o Specter e o Valhala. Existem outras, mas as citadas são as mais conhecidas no ramo de segurança.
Honeynets

O conceito de honeynet iniciou em 1999 quando Lance Spitzner, fundador do Honeynet Project, publicou um trabalho “To Build a Honeypot”. O intuito era aprender com as ferramentas usadas as táticas e a motivação dos atacantes.

De acordo com Assunção (2009) uma honeynet é formada por um conjunto de honeypots que simulam uma rede de produção, que é configurada para que as suas atividades possam ser monitoradas, gravadas e, em certo grau, controladas. É uma rede configurada para ser invadida, no qual todo tráfego que entra ou sai do gateway/roteador é considerada uma invasão.

Segundo Azevedo (2010) honeynet é uma rede altamente controlada onde todo pacote que entra ou deixa a honeynet é monitorada, capturado e analisado.

Conforme Honeynet Project (2002), após ser comprometida, ela pode ser estudada para aprender sobre as características dos ataques: as ferramentas utilizadas, as táticas e os motivos que levam os atacantes a cometerem tal imprudência. 
Tipos de Honeynets

Segundo Assunção (2008) existem dois tipos de honeynets:
Honeynets Reais: Em uma honeynet real todos os dispositivos que a compõem, incluindo o honeypot, mecanismos de contenção, mecanismo de alerta e mecanismo de coleta de informações são físicos. Exemplificando, uma honeynet real poderia ser composta por diversos computadores, sendo que cada um poderia conter um honeypot, firewall, IDS e IPS, entre outros.As vantagens de utilizar honeynet real é o baixo custo por dispositivo e os atacantes interagem com ambientes reais. As desvantagens são as manutenções que são mais difíceis e trabalhosas, necessidade de mais espaço físico e o custo total tende a ser mais alto.

Honeypot Virtual: Uma honeynet virtual baseia-se na idéia de ter todos os componentes de um honeypot implementados em um número reduzido de dispositivos físicos. 
Para concretizar tal idéia, normalmente é utilizado um único computador com um sistema operacional instalado, que serve de base para a execução de um software de virtualizaçãocomo o VMware, VirtualBox entre outros. 


A vantagem de se utilizar uma honeynet virtual é a manutenção, pois não há necessidade de um espaço físico maior para os equipamentos e o custo final tende a ser mais baixo. As desvantagens são o alto custo por dispositivo, pois são necessários equipamentos mais robustos para um bom desempenho da honeynet, e o atacante pode ter acesso a outras partes do sistema, pois tudo é compartilhado de um mesmo computador e o mesmo pode perceber que esta interagindo com um ambiente falso, uma rede virtual.



Conclusão

Os Honeypots e Honeynets são recursos que garantem uma melhor segurança das organizações. Seu uso é de muita utilidade para a segurança da informação, visto que, através do estudo detalhado com as informações capturadas dos atacantes, novos meios e técnicas poderão ser criadas contra os ataques de hackers.

Mesmo sendo de grande valor o uso dos Honeypots e Honeynets nunca se deve confiar a segurança da organização apenas a essas ferramentas, lembrando que elas não são meios de proteção direta, mas sim, meios de estudos. Elas devem trabalhar juntas com meios de prevenções convencionais, para evitar que um atacante possa atacar outros sistemas ou redes.

Política de Segurança da Informação

A política de segurança da informação nada mais é que um conjunto de práticas e controles adequados, formada por diretrizes, normas e procedimentos, com objetivo de minimizar os riscos com perdas e violações de qualquer bem. Se aplicada de forma correta ajudam a proteger as informações que são consideradas como um ativo importante dentro da organização.


INFORMAÇÃO

Informação é um conjunto de dados, que processados ganham significado e tornam possível sua compreensão e interpretação. As informações constituem um dos objetos de grande valor para as empresas.

A ISO/IEC 13335-1/2004 caracteriza como ativo qualquer coisa que tenha valor para a organização. É considerado como ativo de informação todo bem da empresa que se relaciona com informação e que tenha valor para a organização, pode ser um componente humano, tecnológico, físico ou lógico que realize processos de negócio dentro da empresa.


Classificação da informação

A classificação das informações norteia-se mediante ao impacto que causaria a sua perda, alteração ou uso sem permissão. Ferreira afirma que “quanto mais estratégica e decisiva para a manutenção ou sucesso da organização maior será sua importância”. (FERREIRA, 2008, p. 78)

Entre os níveis mais utilizados na classificação de informação estão: informação pública, informação interna e informação confidencial. 


Segurança da Informação

Os princípios da segurança da informação abrangem basicamente os seguintes aspectos: confidencialidade, integridade e disponibilidade (CID), toda ação que possa comprometer um desses princípios pode ser tratada como atentado a sua segurança.
Confidencialidade: É a garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas a terem acesso.
Integridade: É a preservação da exatidão da informação e dos métodos de processamento
Disponibilidade: É a Garantia de que os usuários autorizados obtenham acesso à informação e aos ativos correspondentes sempre que necessário.


A segurança física tem como objetivo proteger equipamentos e informações contra usuários não autorizados e prevenção de danos por causas naturais.

A segurança lógica aplica-se em casos onde um usuário ou processo da rede tenta obter acesso a um objeto que pode ser um arquivo ou outro recurso de rede (estação de trabalho, impressora, etc.), sendo assim, um conjunto de medida e procedimentos, adotados com objetivo de proteger os dados, programas e sistemas contra tentativas de acessos não autorizados, feitas por usuários ou outros programas.

Todos colaboradores da empresa fazem parte do fator humano, principalmente os que têm acesso direto aos recursos de T.I. Trata-se do fator mais difícil de se gerenciar e avaliar riscos.


POLÍTICAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

A política de segurança define normas, procedimentos, ferramentas e responsabilidades às pessoas que lidam com essa informação, para garantir o controle e a segurança da informação na empresa. É formalmente o documento que dita quais são as regras aplicadas dentro da empresa para uso de recursos tecnológicos e descarte de informações.

A grosso modo, pode-se afirmar que com a implantação de uma política de segurança da informação é significativa a redução da probabilidade de ocorrência de quebra da confidencialidade, da integridade e da disponibilidade da informação, tal como a redução de danos causados por eventuais ocorrências.

A política, preferencialmente, deve ser criada antes da ocorrência de problemas com a segurança, ou depois, para evitar reincidências. Ela é uma ferramenta tanto para prevenir problemas legais como para documentar a aderência ao processo de controle de qualidade. 


Características e Benefícios

Para seu efetivo funcionamento, a política deve ter certas peculiaridades, tais como: ser verdadeira, ser válida para todos, ser simples, contar com o comprometimento dos gestores da empresa e outras.

De nada adianta implantar uma política que não é coerente com as ações executadas pela empresa, pois isso impossibilita seu cumprimento.

Pode-se notar a prevenção de acessos não autorizados, danos ou interferências no andamento do negócio, além de já se conseguir maior segurança nos processos do negócio. 

Em médio prazo surge a padronização dos procedimentos, a adaptação já de forma segura de novos processos e a qualificação e quantificação de respostas a incidentes. 

E, a longo prazo, obtém-se o retorno do investimento, por meio da diminuição de problemas relacionados a incidentes de segurança da informação.

Qualidade de Software

Sistemas fáceis de usar, que funcionam corretamente e com fácil manutenção, este é o sonho de qualquer desenvolvedor e também dos clientes.


No mundo atual, a qualidade se tornou uma característica. Os usuários necessitam de programas e já sabem que, se os mesmos não forem de qualidade, não serão bem usufruídos. Usar a qualidade de forma que, ao mesmo tempo em que auxilie o trabalho do desenvolvedor e torne o produto mais atrativo e mais completo de recursos que facilitarão a utilização do usuário, já se tornou uma meta.

A qualidade de software está ligada a vários meios, e não existe uma maneira especifica de ser conquistada e implementada. É uma série de conceitos que devem ser implementados não só no produto, mas também na empresa e nos integrantes do projeto. Não existe apenas um meio de ser alcançada, mas sim, vários meios que devem ser analisados e seguidos de uma forma que, ao fim, resulta em um software relativamente bom e com as características de um produto de qualidade.
O que é a qualidade de um software?

Segundo a NBR ISO 9000:2005, “qualidade é o grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz aos requisitos“, ou seja, um software de qualidade é aquele que atende com facilidade aos requisitos solicitados pelo usuário. Portanto, podemos perceber que os requisitos do sistema, são de certa forma um dos passos mais importantes no desenvolvimento de um software.

Saber avaliar os requisitos e conseguir fazer o programa atender a todas as necessidades do cliente é fazer com que o software atenda a qualidade desejada, pois sabemos que a qualidade de um software é medida pela avaliação do grau de satisfação que o cliente tem em relação ao produto ou serviço.

Conceituar de uma forma única o termo qualidade de software é uma tarefa difícil, pois a qualidade de um produto está relacionada com vários outros elementos que iremos trabalhar.

A qualidade de um software não deve somente existir em um produto como também deve ser avaliada e reconhecida pelo cliente e, por causa disto, deve existir uma certificação com base em um padrão oficial. Para isso, existem alguns órgãos normalizadores conhecidos, como a ISO, ABNT e a IEEE. No Brasil, o órgão governamental responsável por esta tarefa é o INMETRO.
Criando um software de Qualidade

Agora que você já tem uma pequena definição do que é qualidade e conhece os órgãos que definem a qualidade, vamos em frente. Como criar um software de qualidade?

A maioria das pessoas responderia essa pergunta com: “ser bom programador, dominar uma linguagem de programação“, mas não, para se obter um software de qualidade só isso não é suficiente. É necessária muito mais. Inicialmente, é necessária a atividade de determinar os objetivos do produto que será criado e as restrições que serão associadas ao mesmo, ou seja, identificar e analisar os requisitos.

Os maiores problemas no desenvolvimento surgem nas primeiras etapas e justamente no levantamento e definição das atividades do sistema. Portanto, muito cuidado, se alguma coisa passar despercebida, haverá uma grande possibilidade em que se crie um software de baixa qualidade e muitas vezes com custo elevado.
Identificando os requisitos do sistema

Como uma das tarefas mais difíceis e importantes na criação de um projeto são os requisitos, saber analisa-los é um primeiro passo rumo à construção de um produto com qualidade. Os requisitos (objetivos ou restrições que o cliente define) são separados em requisitos funcionais e não funcionais. Os requisitos funcionais são aqueles que definem as funções que o cliente realmente precisa e deseja ter dentro do software, já os não-funcionais são as outras qualidades que o software deve possuir, por exemplo: desempenho, custo, usabilidade, etc.

Uma boa identificação de requisitos deve possuir uma linguagem clara, completa e correta para que se possa realmente entender o que ele irá implementar. Além disso, deve ser consciente, pois deve haver consciência do que realmente será útil e confiável ao usuário.

Com os requisitos corretos, conseguem-se os alicerces iniciais para um produto ou serviço de qualidade.

“Construir um sistema de software com base em requisitos inconsistentes e mal descriminados é como construir um edifício sem vigas”. 

Portanto, certificar-se de que os requisitos estão corretos e são realmente o que o cliente deseja é fundamental.

quarta-feira, dezembro 20, 2017

O que é a memória SWAP?


Sei que tem muitas pessoas que tem essa dúvida, especialmente quem vai fazer a instalação do Linux pela primeira vez particionando o HD, então resolvi escrever este artigo para fazer você entender o que é e como funciona o SWAP e como ela pode ser utilizada em seu benefício, muitas vezes até para melhorar o desempenho do seu computador.



O que é SWAP?

Se você é leigo em sistemas operacionais cabe fazer uma citação que pode parecer obvia para quem já manja um pouco do assunto; dentro do seu computador existem chips encaixáveis com circuitos integrados soldados a ele, a esses dispositivos damos o nome genérico de "pente de memória",

Não vou entrar em muitos detalhes técnicos porque o assunto do artigo já é técnico o suficiente, as memórias RAM, como esta da imagem acima, podem ser de tamanhos variados seguindo dois modelos básicos, um para Desktop (como esta acima) e outro um pouco menor usado normalmente em portáteis como Notebooks e Netbooks, independente do seu tamanho e capacidade (medida em Giga Bytes) as memórias tem as mesmas funções, armazenar dados enquanto o processador trabalha com os mesmos.

Assim que você liga o seu computador o sistema operacional é carregado para a memória RAM afim de possibilitar a sua entrada no Facebook para duelar com os seus dragões.

Mas porque eu falei de memória RAM?

Então, a memória SWAP tem uma ligação quase familiar com a memória RAM, uma ajuda a outra, para ser mais claro, a memória SWAP costuma entrar em ação quando a memória RAM não consegue "dar conta do recado".

Em computadores atuais isso é bem mais raro de acontecer, computadores com 4GB de RAM ou mais raramente usam a memória SWAP, como você pode ver abaixo no meu computador, dos 1,9 GB de SWAP apenas 1,5 MB está sendo utilizado!




Afinal, o que é memória SWAP?

Podemos dizer que seja uma técnica computacional usada pelos sistemas operacionais para aumentar quantidade de memória real do computador a fim de rodar os programas e o próprio sistema sem travamentos.

Essa memória virtual que vai auxiliar a memória RAM fica armazenada no seu HD e tem diferenças de sistema para sistema, porém cumpre a mesma função.

No sistema da Microsoft o SWAP é um arquivo dentro da raiz do sistema (C:/) chamado PAGEFILE.SYS e ele é criado sem que você saiba durante a instalação do Windows, normalmente colocando a mesma quantidade de memória RAM que você tem no computador realmente, ou seja, se você tem 2GB RAM, vai ter 2048 MB no PAGEFILE.SYS, se tiver 4GB de RAM vai ter mais ou menos 4096 MB de SWAP e assim por diante, sendo que é possível alterar esses valores para mais ou para menos ou mesmo desabilitar o SWAP.

No Linux o SWAP é definido na hora da formatação pelo usuário a não ser que você siga o caminho da instalação automatizada, dessa forma a alocação de SWAP será semelhante a do Windows, entretanto, o SWAP do Linux não fica em um arquivo dentro da raiz, o SWAP é uma partição à parte da partição raiz do sistema, você também pode mudar o seu tamanho mas só mediante a reparticionamento, a grande vantagem de se utilizar o SWAP com uma partição à parte é que você pode usar o mesmo SWAP para múltiplos sistemas.

Se você instalasse um dual boot de Windows (dois sistemas no mesmo PC) cada sistema teria um SWAP para si próprio ocupando mais HD, usando um SWAP compartilhado num dual boot de Linux os dois sistemas poderia ocupar o mesmo SWAP.

Mitos, dúvidas e dicas sobre SWAP

Com essa funcionalidade interessante que o SWAP tem que é de trabalhar como se fosse uma memória RAM é normal surgirem questionamentos sobre a sua funcionalidade e aplicação, aqui estão alguns deles com as suas devidas respostas:

- Quanto mais SWAP melhor?

ERRADO, especialmente em computadores atuais o uso da memória SWAP é bem reduzido então não há necessidade de você ter muita memória de paginação alocada (paginação é também uma nomenclatura para SWAP), o SWAP é muito mais útil em computadores mais antigos e que contém pouca memória RAM pois neles será mais fácil que a memória física se encha sendo assim muito útil a atividade da memória auxiliar.

- Quanto devo utilizar de SWAP?

Esse é um ponto de divide opiniões, se você pesquisar por aí vai encontrar muitos dizendo que sempre deve-se usar o dobro da quantidade real de memória, mas baseado em experiências eu acho isso um grande exagero, visto que os sistemas com mais de 4GB de RAM raramente usam SWAP.


Então eu defino assim:

MEMÓRIA RAM (REAL) >= 3GB = USE 2GB de SWAP

Caso contrário use 4GB de SWAP e seja feliz, não mais do que isso.


- Posso usar o computador sem SWAP?

Sim, poder pode, mas mesmo que o seu computador tenha 8GB de RAM se houver memória SWAP ele vai utilizar um pouco, se você tem memória de sobra e nunca deixa ela completamente carregada de aplicações (full load) realmente não há necessidade do SWAP, mas se você tem um computador modesto ou um PC Gamer ou uma ilha de edição é muito interessante ter os "2 Giginhas" de SWAP como eu comentei no tópico anterior.

- Qual a desvantagem de utilizar o SWAP?

Com tudo o que foi dito até agora você pode pensar que a utilização do SWAP traz apenas vantagens mas não bem assim, apesar de na maioria das vezes ele ser útil se você fizer o sistema utilizar o SWAP demais invariavelmente ele ficará mais lento é bom lembrar que os dados são gravados no HD e ele por sua vez é muito mais lento do que uma memória RAM, logo que o seu fator SWAPINESS (veremos logo à frente) for muito alto isso inclusive vai fazer o seu HD trabalhar mais do que deveria.

SWAP não é a única alternativa, conheça o ZRAM

O ZRAM cria um dispositivo de bloco na memória RAM que funciona como um unidade de disco virtual, mas é comprimido e armazenado na memória ao invés de usar a partição de swap (que é mais lenta), permitindo uma troca de dados rápida aumentando a quantidade de memória disponível antes que o sistema inicie a troca com o disco. O objetivo é ganhar desempenho, principalmente em computadores com pouca memória, a distribuição Lubuntu (Ubuntu com o ambiente gráfico LXDE) já vem com essa funcionalidade por padrão.


Saiba mais sobre o ZRAM e como instalá-lo no Ubuntu

Memórias DDR, DDR2, DDR3 e DDR4

Curioso para saber as diferenças técnicas entre as memórias DDR4, DDR3, DDR2 e DDR? 

Antes de começarmos a falar especificamente sobre cada um dos tipos de memória, você precisa saber que DDR, DDR2, DDR3 e DDR4 são memórias do tipo SDRAM (Synchronous Dynamic Random Access Memory), isto é, síncronas, o que significa que elas utilizam um sinal de clock para sincronizar suas transferências. 

DDR significa Double Data Rate ou Taxa de Transferência Dobrada, e memórias desta categoria transferem dois dados por pulso de clock externo. Traduzindo: elas conseguem obter o dobro do desempenho de memórias sem este recurso trabalhando com o mesmo clock (memórias SDRAM, que não estão mais disponíveis para PCs).

Por causa desta característica, essas memórias são rotuladas com o dobro de seu clock externo. 
Por exemplo, memórias DDR2-800 trabalham externamente a 400 MHz, memórias DDR2-1066 e DDR3-1066 trabalham externamente a 533 MHz, memórias DDR3-1333 trabalham externamente a 666,6 MHz, memórias DDR4-2133 trabalham externamente a 1.067 MHz, e assim por diante. Para evitar confusões, sobre qual clock estamos falando, esses clocks “nominais”, também chamados clocks “efetivos”, são frequentemente grafados em transferências por segundo (T/s). Por exemplo, memórias DDR4-2133 podem ser rotuladas como 2.133 MT/s (milhões de transferências por segundo) em vez de MHz, para deixar claro que estamos falando de seu clock efetivo, e não de seu clock externo (que é de 1.067 MHz, como explicamos).




Internamente, memórias DDR e DDR2 trabalham com o mesmo clock em que operam externamente, enquanto que memórias DDR3 e DDR4 trabalham internamente com metade do clock externo. Para evitar ainda mais confusões, normalmente o clock interno das memórias DDR3 e DDR4 não é mencionado, e trabalhamos apenas com os clocks nominais e externos da memória.

É muito importante notar que esses clocks são valores máximos que a memória pode oficialmente usar; isto não significa que a memória trabalhará com essas “velocidades” automaticamente. Por exemplo, se você instalar memórias DDR3-2133 em um computador que pode acessar apenas memórias a até 667 MHz (1.333 MHz DDR) – ou se seu micro estiver configurado erroneamente –, as memórias serão acessadas a 667 MHz (1.333 MHz DDR) e não a 1.067 MHz (2.133 MHz DDR). Isto acontece porque o sinal de clock é gerado pelo o controlador de memória, um circuito que está localizado fora da memória (atualmente embutido no processador).


Nomenclatura

O esquema de nomenclatura DDRx-yyyy (onde x é a geração da tecnologia e yyyy é o clock da memória DDR) em teoria é usado apenas para os chips de memória. Os módulos de memória – a pequena placa de circuito impresso onde os chips de memória estão soldados – utilizam um esquema de nomenclatura diferente: PCx-zzzz, onde x é a geração da tecnologia e zzzz é a taxa de transferência máxima teórica (também chamada largura de banda máxima). Este número indica a quantidade de bytes que podem ser transferidos por segundo entre o controlador de memória e o módulo de memória, assumindo que uma transferência de dados será realizada a cada pulso de clock.

Essa conta é facilmente feita multiplicando o clock nominal/efetivo em MHz por oito (na realidade a conta é feita multiplicando-se por 64 e dividindo-se por oito; como 64 / 8 = 8, podemos simplesmente multiplicar por oito para obtermos o mesmo resultado). Isto nos dará a taxa de transferência máxima teórica em MB/s (megabytes por segundo), mas em alguns casos o número é arredondado. Por exemplo, as memórias DDR3-1333 têm uma taxa de transferência máxima teórica de 10.666 MB/s, mas os módulos de memória que utilizam este tipo de memória são chamados PC3-10666 ou PC3-10600, dependendo do fabricante. Outro exemplo: memórias DDR4-2133 têm uma taxa de transferência máxima teórica de 17.064 MB/s, e os módulos de memória usando este tipo de chip são vendidos como PC4-17000.

A tabela presente na próxima página resume os clocks, taxas de transferência e nomenclaturas existentes.

É realmente importante entender que esses valores são máximos teóricos e eles nunca são obtidos. Isto acontece porque na conta estamos assumindo que a memória enviará dados para o controlador de memória a cada pulso de clock, o que simplesmente não acontece. O controlador de memória e a memória precisam trocar comandos (por exemplo, um comando instruindo a memória para fornecer um dado armazenado em determinada posição) e durante este tempo a memória não estará transferindo dados.


Velocidades

Uma das principais diferenças entre as memórias DDR, DDR2, DDR3 e DDR4 é a maior taxa de transferência que cada geração consegue alcançar. No entanto, normalmente há sobreposição de velocidades disponíveis. Por exemplo, existem memórias de 2.133 MHz tanto na tecnologia DDR3 quanto na DDR4.

Abaixo nós listamos as velocidades mais comuns para cada geração, de acordo com a entidade responsável pela padronização de memórias, chamada JEDEC.

Alguns fabricantes podem oferecer chips de memória capazes de trabalhar com outras velocidades não listadas aqui (isto é, com velocidades não padronizadas pelo JEDEC) – por exemplo, memórias especiais voltadas para os entusiastas em overclock. Os clocks terminados em 33 e 66 MHz são na verdade dizimas periódicas (33,3333 e 66,6666, respectivamente; por conta disso, algumas vezes clock terminados em 66 MHz são arredondados para 67 MHz).




Latência

A latência é o tempo que o controlador de memória precisa esperar entre a requisição de um dado e sua efetiva entrega. Ela também é conhecida como latência do CAS (Column Address Strobe) ou simplesmente CL. Este número é expresso em pulsos de clock. Por exemplo, uma memória CL3 significa que o controlador de memória precisa esperar três pulsos de clock até que o dado seja fornecido após a sua solicitação.

As memórias DDR4 têm latências maiores que as memórias DDR3, que têm latências maiores do que as memórias DDR2, que por sua vez têm latências maiores do que as memórias DDR. As memórias DDR2 e DDR3 têm um parâmetro adicional chamado AL (Additional Latency ou Latência Adicional) ou simplesmente A. Com as memórias DDR2 e DDR3 a latência total será CL+AL. Felizmente praticamente todas as memórias DDR2 e DDR3 são AL 0, o que significa que não há necessidade de latência adicional. Abaixo nós resumimos os valores mais comuns de latências.




Isto significa que as memórias DDR4 demoram mais pulsos de clock para começarem a transferir dados do que as memórias DDR3 (assim como as memórias DDR3 demoram mais pulsos de clock para começarem a transferir dados se comparado com as memórias DDR2).

Uma memória DDR3-2133 CL7 demorará menos tempo (ou seja, será mais rápida) para começar a fornecer dados do que uma memória DDR4-2133 CL15. Como as memórias são de “2.133 MHz”, ambas oferecem a mesma taxa de transferência máxima teórica (17.064 MB/s). Neste caso, a memória DDR4 é “pior” (mais lenta) que a memória DDR3 (mas nem sempre será o caso; continue lendo), embora a memória DDR4 tenha como vantagem consumir menos energia do que memória DDR3.

É por este motivo que, no momento (março de 2015), as memórias DDR4 estão restritas à plataforma X99 da Intel, onde as memórias são acessadas em quatro canais, que dobra a taxa de transferência em relação à configuração padrão de dois canais normalmente usada com memórias DDR3. Em outras palavras, a queda no desempenho causada pela maior latência é compensada pelo aumento na taxa de transferência.


Ao comparar módulos com clocks diferentes você precisa fazer algumas contas para poder comparar as latências. Preste atenção que estamos falando em “pulsos de clock”. Quando o clock é maior, cada pulso de clock é menor (ou seja, o período é menor). Por exemplo, em uma memória DDR3-2133 ou DDR4-2133, cada pulso de clock leva 0,9735 ns (973,5 ps). A conta é simples, período = 1 / frequência (note que você precisa usar o clock externo e não o clock nominal/efetivo/DDR nesta fórmula; para facilitar as coisas nós compilamos uma tabela de referência abaixo).

Nota: um nanossegundo (1 ns) equivale a 10-9 segundo, enquanto que um picossegundo (1 ps) equivale a 10-12segundo.

Comparando memórias de tecnologias diferentes com clocks diferentes nos traz algumas situações interessantes. Supondo agora uma memória DDR3-1333 com CL7, a espera inicial será de 10,5 ns (1,5 ns x 7). Agora suponha uma memória DDR4-2133 com CL 15. Com esta memória, a espera inicial será de 14,6025 ns (0,9735 ns x 15). A memória DDR3-1333 CL7 é, portanto, mais rápida para iniciar a entrega de dados do que uma memória DDR4-2133 CL15, porém a memória DDR4-2133 atingirá uma maior taxa de transferência do que a memória DDR3-1333 CL7, o que é obviamente mais desejável.

No geral, o aumento da latência a cada nova geração é compensado com o aumento na taxa de transferência, e uma discussão de latência faz mais sentido quando comparamos memórias de mesma tecnologia e mesma taxa de transferência.

HD SATA e SAS?

HD não é tudo igual. Há modelos de discos rígidos de vários formatos, e dois dos padrões mais populares são o SATA e o SAS. Mas o que muda entre eles? Qual é o melhor para o seu uso?


SATA

A sigla significa Serial AT Attachement e se refere à tecnologia de transferir dados do PC para o drive. Veio depois do ATA com a implantação da transferência de dados em série, e não mais de forma paralela. É o tipo de HD mais utilizado nos computadores de casa e tem arquitetura ponto a ponto, fazendo ligação direta entre o controlador e o dispositivo de armazenamento.

Entre as suas principais características estão a sua conexão com dispositivos exteriores, reconhecimento de dispositivos após serem conectados, transferências de até 6 Gbit/s e codificação 8B/10B. Usa conectores de 70 mm, um cabo de dados com sete condutores e tensões de 3,3 V, 5 V e 12 V. Suas vantagens são velocidade transferência de dados, a utilização de hot-swap e suporte a de cabos mais finos.



SAS

A sigla significa Serial Attached SCSI, ou SCSI com Serial Anexado. Isso já diz bastante sobre como ele atua. É um novo padrão SCSI, porém com comunicação em série, não paralela. É como o SATA está para o ATA. Inclusive, ele foi inspirado no próprio SATA e tem uma grande compatibilidade com este padrão. O grande diferencial dele é que pode permitir a ligação dos HDs com extensores a uma única porta SAS.

A comunicação SAS é realizada com transmissão serial, full-duplex, taxa de transmissão máxima de 3 Gbps (375 MB/s), frequência máxima de 3.0 GHz, comprimento de cabo de no máximo 8 metros, suporta hot-plug, permite 4 dispositivos por cabo, cabo de 32 pinos e o consumo de 800mV. O SAS é um padrão que tende a ser utilizado em servidores – e não em computadores caseiros.

Padrões SATA 

• SATA 150 ou SATA I: 
foi a primeira versão desta tecnologia e o nome ficou conhecido pela sua taxa de transferência de 150 MB/s. 

• SATA II: não aumentou a a taxa de transferência porém, foi adicionado recursos como NCQ (Native Command Queueing), técnicas para diminuir o movimento da cabeça de leitura que também é utilizada na tecnologia SCSI que será mostrada posteriormente. 

• SATA 300 ou SATA/300: trabalhava com uma taxa de transmissão de 300 MB/s, o dobro da ultima versão da PATA. 

• SATA 600: seguindo o nome, tem uma taxa de transmissão de 600 MB/s. Só lembrando que essas taxas mencionadas ao longo do artigo são taxas máximas, totalmente teórica. A previsão é de chegar a uma taxa de transferência bem maior no futuro.


Padrões  SCSI

• SCSI 1: criado em 1986 a primeira especificação formal, esse padrão é a definição básica do barramento SCSI, protocolo de sinalização e um conjunto de comandos de 6 e 10 bytes. Suportando 8 dispositivos no mesmo cabo e usado em computadores Apple Macintosh. Sua taxa de transferência chegava a 3.5 MB/s em modo assíncrono, 5 MB/s em síncrono e tamanho máximo do cabo era de 6 metros. 

• SCSI 2: surgiu por causa da incompatibilidade da versão anterior, nesta versão especifica um conjunto mínimo de comandos que devem ser implementado por todos os dispositivos (Common Command Set - CCS). Tinha suporte a cd-rom, scanner , tinha capacidade de executar múltiplas requisições de entrada e saída de forma simultânea. A taxa de transferência chegava a 10 MB/s na Fast SCSI e 20 MB/s com a Fast Wide SCSI. 

• SCSI 3: existiram diversas versões ficando conhecidas como SPI (SCSI Parallel Interface) e foram normatizadas num conjunto de documentos de especificação do protocolo de comunicação e das características da camada física. A taxa de transferência chega a 640 MB/s.

terça-feira, dezembro 19, 2017

Rádio Digital: O Enlace


Rádio Digital: O Enlace

No dimensionamento de um enlace de rádio o objetivo é garantir que o sinal digital original que transporta a informação possa ser regenerado na outra ponta com uma taxa de erros aceitável. Para que isto ocorra a relação portadora ruído (C/N) na recepção tem que ser maior que um valor mínimo especificado. Este valor é função da modulação e mecanismos de codificação utilizados no enlace.

A potência do transmissor e antenas devem ser portanto dimensionadas de modo a compensar as perdas na propagação e outras referentes a polarização cruzada e atenuação nos conectores, cabos coaxiais ou guias de ondas.

É necessário também incluir uma margem para fazer frente a sinais interferentes próximos a banda de frequências utilizada pelo enlace. Estes sinais podem aumentar o nível de ruído no receptor e por consequência piorar a relação portadora ruído.

Apresenta-se a seguir com mais detalhes as perdas de propagação.





As principais aplicações de enlaces rádio digital ponto a ponto são:
Rede de transporte das operadoras de telefonia fixa e celular. São muito utilizados pelas operadoras de celular na interligação de ERBs com as CCCs.
Redes de dados para atendimento de clientes corporativos, principalmente na implantação do acesso.
Redes de distribuição de sinais de TV.
Provedores de internet.

Em um enlace rádio digital a informação (voz, dados ou imagens) está em formato digital e é transportada em canais padronizados (PDH ou SDH).

Em um enlace rádio o sinal é transmitido pela antena transmissora e propaga-se na forma de ondas de rádio (ondas eletromagnéticas) até a antena receptora. Ao se propagar de uma antena até a outra o sinal é atenuado estando sujeito às seguintes perdas:


Perda no espaço livre

Apenas parte da energia transmitida através das ondas eletromagnéticas é captada pela antena receptora. Esta energia é tanto menor quanto maior a frequência e a distância. Esta perda, denominada perda no espaço livre é expressa em dB pela seguinte fórmula:

Perda no espaço livre (L) = 32,5 + 20 log d + 20 log f

Onde d é a distância em km e f a frequência em MHz.


Desvanecimento

Ao se propagar as ondas de rádio estão sujeitas a reflexões no solo e na atmosfera que provocam alterações na sua amplitude e caminho percorrido ocasionando variações na potência do sinal recebido. Estas variações são chamadas de desvanecimento (fading). O desvanecimento pode ser causado também por obstáculos na linha de visada direta, ou por atenuação devido a chuvas.



Disponibilidade do Enlace

Compensar todas as perdas no enlace devido a desvanecimento pode levar a utilização de margens muito grandes encarecendo ou até inviabilizando o enlace.

Em certas casos, principalmente em frequências mais altas onde a atenuação devida a chuvas é maior, procura-se especificar uma margem que garanta uma alta disponibilidade para o enlace, admitindo-se no entanto que ele fique indisponível por um certo período de tempo. Por exemplo, um enlace com uma indisponibilidade anual 99,995% ficará indisponível no ano 26,28 minutos.

Em frequências acima de 10 GHz e em regiões de clima tropical como o Brasil a atenuação por chuva é um fator relevante no dimensionamento de enlaces de rádio. Este dimensionamento é feito utilizando modelos de estimativa de chuva da UIT ou outros desenvolvidos no Brasil.

É importante lembrar que a disponibilidade do sistema como um todo é menor que a disponibilidade do enlace pois deve levar em consideração as falhas nos equipamentos que o compõem.

A especificação de desempenho do enlace é normalmente definida tendo por base a ITU-T G.821 ou G.826.

A tabela a seguir apresenta as frequências disponíveis no Brasil para implantação de enlaces rádio digitais ponto a ponto, juntamente com as capacidades permitidas e regulamentação aplicável. (Clique na Norma ou Resolução para detalhes).


Freqüência (GHz) 




Com as frequências mais baixas é possível enlaces com distâncias maiores, o espectro encontra-se no entanto mais congestionado. Frequências maiores de 8 GHz são mais sensíveis a atenuação pela chuva e são empregadas em enlaces menores (poucos quilômetros).

Os Rádio Spread Spectrum podem ser utilizados sem necessidade de autorização de uso de frequência nas faixas de : 902-907,5; 915-928; 2400-2483,5; 5725-5850 MHz.

A implantação de enlaces rádio envolve uma gama mais ampla de conceitos que vão da infraestrutura necessária para instalação dos equipamentos e antenas, envolvendo sistemas de energia e aterramento, à implantação de equipamentos redundantes e monitorados por sistemas de gerência.

O enlace é um componente básico utilizados em muitas redes. Existem operadoras, como a Diveo, cuja maior parte do backbone e acessos é formada por enlaces rádio. A maioria no entanto combina enlaces rádio com um backbone em fibra óptica aumentando desta forma a cobertura de sua rede.

Os enlaces rádio podem ter os seus canais utilizados com um grande número de interfaces de dados para o usuário seja para redes de pacotes ou interfaces LAN.

Em abril de 2004 existiam 31 fabricantes com equipamentos (transceptor digital) para enlaces rádio digital, homologados pela Anatel pela res. 242: Airspan, Alcatel, Aperto, Ceragon, Dataradio, DMC, Ensemble, Ericsson, Fresnel, Harris, Intracom, KF Tecnologia, Linear, Marconi, MDS, Moseley, Motorola, Nec, Nera, Netro, Nokia, Ogier, Proxim, Q-Free, SAF, Siemens, Telemobile, Transcore, Trio, Young e ZTE.

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