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sábado, março 14, 2020

Modelo OSI

A Organização Internacional para Padronização (ISO), é a instituição responsável pela implementação de um modelo geral para interligação de sistema denominado Modelo de Referência para a Interligação de Sistemas Abertos (modelo OSI).

CONCEITOS E OBJECTIVOS

O modelo OSI diz respeito à interligação de sistemas – o modo como eles trocam informações – e não às funções que são executadas por um dado sistema. O modelo OSI oferece uma visão generalizada de uma arquitetura estratificada e organizada em camadas. Pela definição que foi dada a sistema, a arquitetura aplica-se a sistemas muito simples como a ligação de um terminal a um computador, e a sistemas muito complexos, como a interligação de duas redes completas de computadores. OSI também pode ser usado como modelo para uma arquitetura de rede. O desenvolvimento deste modelo está constantemente sofrendo alterações para poder adaptar-se aos diversos sistemas existentes.
CAMADAS
O modelo OSI utiliza uma abordagem estratificada com certos conjuntos de funções alocadas às diversas camadas.

Uma entidade é um elemento ativo de uma camada. Duas entidades de uma camada prestam serviços às entidades da camada imediatamente acima e, por sua vez, recebem serviços da camada situada imediatamente abaixo. Por exemplo, as entidades da camada de apresentação prestam serviços à camada de aplicação e recebem serviços da camada de sessão.

  1. Física: Ativação e desativação das ligações físicas, mediante solicitação da camada de dados. Transmissão dos bits por uma ligação física em modo síncrono ou assíncrono. Tratamento das atividades de gerência da cama física, inclusive a ativação e controlo de erros.
  2. Dados: Estabelecimento e libertação de ligações de dados. Sincronização da recepção de dados que tiverem sido partidos por várias ligações físicas. Detecção e correção de erros de transmissão, com retransmissão de quadros, se necessário.
  3. Rede: Determinação de um roteamento ótimo sobre as ligações de rede que podem existir entre dois endereços de rede. Provisão de uma ligação de rede entre duas entidades de transporte. Multiplexação de múltiplas ligações de rede numa única ligação de dados. Tratamento das atividades da camada de rede. inclusive a ativação e controlo de erros.
  4. Transporte: Colocação em sequência das unidades de dados transferidas, para garantir que sejam entregues na mesma sequência em que foram enviadas. Detecção de erros e recuperação após erros. Controlo do fluxo de dados para evitar a sobrecarga dos recursos da rede. Realização das atividades de supervisão da camada de transporte.
  5. Sessão: Provimento de uma mapeamento de um-para-um entre uma ligação de sessão e uma ligação de apresentação, em qualquer altura. Evitar que uma entidade de apresentação seja sobrecarregada de dados pelo uso do controlo de fluxo de transporte. Restabelecimento de uma ligação de transporte para suportar uma ligação de sessão. Realização das atividades de gestão da camada de sessão.
  6. Apresentação: Emissão de uma solicitação para que a camada de sessão estabeleça uma sessão. Iniciação da transferência de dados entre entidades de aplicação ou utilizadores. Execução de qualquer transformação ou conversão de dados que forem necessárias. Emissão de uma solicitação para que a camada de sessão encerre a sessão.
  7. Aplicação: execução das funções de aplicação comuns que são funções que proporcionam capacidades úteis a muitas programas. Execução das funções de aplicação específicas, que são funções necessárias para responder aos requisitos de uma particular aplicação.

sexta-feira, fevereiro 14, 2020

Arquitectura SNA




SNA significa System Network Architecture e é propriedade da IBM. Mesmo tendo sido definida antes do modelo OSI, é também baseada numa estrutura de camadas.

As duas arquiteturas possuem muitas semelhanças, embora também haja muitas diferenças nos serviços que são prestados e na maneira como estes serviços estão distribuídos entre as camadas.

Utilizado geralmente em sistemas de grande porte (mainframes), esse tipo de arquitectura tende a ser colocado em evidência novamente, com o aumento da necessidade de interligação entre redes de computadores e mainframes e a construção de redes cada vez mais complexas.

Alguns tipos de sessão são permanentes, sendo estabelecidas automaticamente quando a rede entre em operação, elas permanecem enquanto a rede está operacional, outros tipos são dinâmicos, são estabelecidos quando são necessários. A qualquer momento numa rede SNA, é possível que haja muitas sessões estabelecidas simultaneamente, e muitas delas podem partilhar os mesmo dispositivos físicos e enlaces de comunicação.

Uma função importante da uma rede SNA é a capacidade de implementar um caminho virtual ou lógico entre utilizadores, de modo a que eles possam comunicar facilmente uns com os outros, isto é, estabelecer sessões. Este caminho é determinado de maneira virtual ou lógica porque, embora a informação pareça viajar de ponto-a-ponto de um utilizador para o outro, ela pode, na verdade, passar por vários pontos intermediários no seu trajecto através da rede. À medida que os dados passam por esses dispositivos intermediários na rede podem ser executadas operações que permitem que os dados passem mais eficientemente pela rede. Em alguns casos, os dados podem até ser convertidos de uma forma para outra, conforme se movimentam pela rede. Todas estas funções são transparentes para o utilizador.

Os componentes que formam uma rede SNA podem ser divididos em duas categorias principais, cada uma consistindo no hardware, software e microcódigos contidos nos dispositivos que criam a rede.

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Malware VPNFilter infecta mais de 500 mil roteadores


Há um novo malware que tem infectado roteadores por todo o mundo: o VPNfilter, que infectou 500mil roteadores.

Este malware é de origem russa e tem infectado hosts ucranianos em ritmo alarmante.

Mas de acordo com a Talos Intelligence, o malware também foi encontrado em 54 países em roteadores domésticos.

Sabe-se que marcas afetadas foram TP-Link, Linksys, NETGEAR, Mikrotik e NAS da marca QNAP.

Porém, o que assusta é a ameaça que ele apresenta: roubo de informações, ataques em massa e até cortar acesso á internet.

Estes equipamentos geralmente não possuem sistema de prevenção de intrusão (IPS) ou pacote antivírus.

O VPNFilter possui três estágios, ou seja, ele pode evoluir suas funções e agravar a ameaça


Como combater?

Para a pequena empresa, o ideal é a aquisição de um firewall que possua tecnologia IPS, antivírus e antimalware.

Através da configuração deste equipamento e de políticas de segurança, elevamos a segurança em níveis significativos.

Já para pessoas físicas, a solução requer algum conhecimento técnico e pode não ser tão eficiente.

1º Atualizar o firmware do equipamento, o que é arriscado pois pode inutilizar o aparelho se feito incorretamente.

2º Resetar o roteador para as configurações de fábrica e reconfigurar a rede doméstica.

3º Comprar equipamento novo, uma versão nova e atualizada sempre trará benefícios.

Alguns veículos de informação têm colocado a reinicialização do aparelho como uma solução.

Porém, esta solução vale somente para os estágios 2 e 3, não removendo o estágio 1, logo, o dispositivo permanece infectado.

Também informaram que não concluíram o estudo na ameaça, não se sabe tudo sobre o VPNFilter.

Ás pequenas empresas recomenda-se que verifiquem com seu fornecedor de TI quais ações devem ser tomadas para contornar esta ameaça.

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